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| Foto: GettyImages |
A Resistência Nacional Moçambicana afirma que seus delegados de candidatura foram barrados de participar da operação.
A Renamo, principal partido de oposição em Moçambique, solicitou a anulação do apuramento dos resultados das eleições gerais de quarta-feira em oito distritos da Zambézia, afirmando que seus delegados de candidatura foram barrados de participar do processo.
Ossufo Momade, candidato presidencial da Renamo, destacou que a obstrução à fiscalização e o impedimento dos representantes políticos configuram irregularidades. Assim, segundo a denúncia apresentada ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), a Renamo reivindica o restabelecimento da legalidade e a anulação do apuramento distrital.
A Renamo acusa os órgãos eleitorais de terem evitado que seus delegados assistissem ao apuramento de votos em Namacurra, Gurué, Milange, Pebane, Mulombo, Morrumbala, Mocubela e Mulevala.
As eleições gerais englobaram as sétimas presidenciais, nas quais o atual presidente, Filipe Nyusi, não concorreu, devido ao limite constitucional de dois mandatos, além das sétimas legislativas e das quartas eleições para assembleias e governadores provinciais.
Na disputa pela Presidência da República, participaram Daniel Chapo, apoiado pela Frelimo, Ossufo Momade pela Renamo, Lutero Simango pelo MDM e Venâncio Mondlane pelo Podemos. As eleições também incluíram a escolha de 250 deputados e a distribuição de 794 mandatos para assembleias provinciais e seus governadores.
