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| Foto: GettyImages |
A teoria de que Sean 'Diddy' Combs poderia estar relacionado com a morte de Tupac Shakur, uma das figuras emblemáticas do rap dos anos 90, voltou a ganhar destaque após a recente detenção de Diddy, em Setembro, devido a acusações de tráfico sexual e extorsão.
Após a prisão de Diddy, surgiram inúmeras especulações nas redes sociais acerca da sua possível ligação a outros crimes, incluindo o homicídio de Tupac Shakur, que ocorreu há quase 30 anos. A família de Tupac, que faleceu aos 25 anos, decidiu intervir e pediu oficialmente a abertura de uma investigação para averiguar o possível envolvimento de Diddy no crime.
De acordo com a revista Rolling Stone, a família contratou uma equipa de advogados para investigar se Diddy teve ou não alguma participação no assassinato. O caso de Tupac voltou a estar na ordem do dia no ano passado, quando a polícia dos Estados Unidos decidiu reabrir as investigações e realizou buscas em Henderson, no estado de Nevada, na esperança de encontrar novas provas. Na ocasião, Duane “Keffe D” Davis, ex-membro de uma gangue, foi detido e formalmente acusado pelo assassinato do rapper.
Davis, que terá o seu julgamento marcado para Março de 2025, afirmou anteriormente que Diddy lhe teria oferecido um milhão de dólares para assassinar Tupac. Em várias entrevistas e no seu livro de memórias, publicado em 2019, Davis contou que estava no Cadillac de onde partiram os tiros que atingiram o rapper.
Tupac Shakur foi atingido a tiro a 7 de Setembro de 1996, nas ruas de Las Vegas, Nevada, após ter participado num evento de boxe. Sofreu quatro disparos e, lamentavelmente, faleceu seis dias depois, a 13 de Setembro de 1996, no hospital.
Os rumores sobre a possível ligação de Diddy neste crime circulam há anos, mas nunca foram confirmados. Agora, com a reabertura do processo e as novas alegações de Davis, as suspeitas foram reavivadas. No entanto, até agora, a equipa de Diddy não fez qualquer comentário sobre a investigação.
No passado, Diddy já tinha negado de forma veemente qualquer envolvimento no homicídio. Em 2008, após o Los Angeles Times ter sugerido uma conexão entre ele e o assassinato de Tupac, o rapper reagiu publicamente, considerando as insinuações como infundadas. “Essa história é uma mentira”, afirmou Diddy na altura, enfatizando que nem ele, nem o falecido rapper Notorious B.I.G. estavam cientes do ataque. “É ridículo e completamente falso. Estou pasmado que o Los Angeles Times publique uma história sem fundamentos”, disse Diddy.
Recentemente, Diddy foi detido sob acusações de liderar uma rede criminosa que incluía tráfico sexual, trabalho forçado, rapto, incêndio criminoso, suborno e obstrução à justiça.
De acordo com o Ministério Público, o produtor usava o seu império musical para violar e abusar sexualmente das vítimas, sendo caracterizado como um “predador sexual violento” que recorria ao álcool e a drogas para dominar as pessoas. As acusações contra Diddy são numerosas, incluindo reclamações de agressão sexual de mais de 120 indivíduos, dos quais pelo menos 25 eram menores na época dos incidentes. As vítimas, com idades entre os 9 e os 38 anos, incluem tanto homens como mulheres.
Com a recente reabertura das investigações e as novas acusações contra Diddy, a família de Tupac anseia por finalmente obter respostas sobre o que ocorreu na fatídica noite de setembro de 1996.
