Na última segunda-feira, a Unidade de Intervenção Rápida (UIR) recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para dispersar manifestantes em diversas regiões do país durante uma marcha pacífica.
Apesar de haver registros de feridos e mortes, o governo, através de Filimão Suaze, afirmou ontem à imprensa que a Polícia da República de Moçambique (PRM) atuou legalmente ao empregar o gás, defendendo que essa medida era necessária para preservar a ordem e a segurança pública.
Suaze explicou que a imprensa foi afetada pelo gás lacrimogéneo por estar presente na mesma área que os manifestantes. Entretanto, fontes indicam que, no momento do uso do gás, os jornalistas estavam acompanhados apenas pelo político Venâncio Mondlane.
Sobre as alegações de disparos com munição real, Suaze ressaltou que a possibilidade de que terceiros tenham utilizado balas verdadeiras não pode ser ignorada.
