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| Foto: Gettyimages |
Leonor Mabutana, Inspectora de Educação, Cultura e Desporto da INAE, informou que muitos estabelecimentos carecem de alvará, regulamento interno, auto de vistoria, extintores de incêndio e técnicos certificados pelas autoridades competentes para supervisionar atividades físicas.
Ela enfatizou a necessidade urgente de intensificar as ações de fiscalização, especialmente em áreas onde há um aumento de ginásios que não cumprem as normas exigidas.
“A expansão desordenada de ginásios, principalmente em bairros periféricos, exige que implementemos mecanismos de controle mais rigorosos. Muitos jovens estão treinando sem a devida supervisão e, em algumas situações, utilizando substâncias prejudiciais na busca por um corpo idealizado”, alertou Mabutana.
Nos primeiros sete meses deste ano, pelo menos 157 ginásios e centros de reabilitação foram penalizados por diversas irregularidades.
Entre as infrações detectadas, constam o uso de espaços inadequados para a prática de exercícios, equipamentos em mau estado, falta de sinalização das saídas de emergência e ausência de extintores de incêndio. Além disso, foi identificada a venda de produtos prejudiciais à saúde, especialmente anabolizantes destinados ao aumento da massa muscular.
Mabutana fez um apelo à população para que escolha com cautela os estabelecimentos onde realiza atividades físicas e desaconselhou o uso de substâncias como anabolizantes.
A inspectora também ressaltou a importância de os pais e responsáveis monitorarem de perto a rotina de treino dos jovens, garantindo que as atividades sejam realizadas em locais seguros e regulamentados.
