A polícia moçambicana confirmou a morte por disparos de um dos seis manifestantes que apoiavam Venâncio Mondlane durante um protesto no sábado, em Mecanhelas, Niassa. As autoridades afirmam que não havia intenção de atirar para matar.
Angela Uaela, porta-voz da polícia em Niassa, anunciou em coletiva que um dos manifestantes foi fatalmente ferido durante a ação. Segundo ela, os protestos, que envolviam simpatizantes do partido PODEMOS, resultaram em confrontos, onde tentaram desarmar os policiais, levando estes a disparar em resposta, o que causou ferimentos em seis pessoas. Um dos feridos não sobreviveu.
A porta-voz atribuiu a responsabilidade pela situação aos apoiantes do PODEMOS, que teriam atacado membros da Frelimo durante uma marcha comemorativa. A polícia informou que está buscando prender os responsáveis pela organização das manifestações.
Os disparos ocorreram quando os manifestantes se concentraram perto de um comício da Frelimo, que celebrava a vitória eleitoral anunciada pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). Vídeos que circularam nas redes sociais mostram a agitação e os disparos, levando os manifestantes a se dispersarem.
A CNE declarou na quinta-feira a vitória de Daniel Chapo, da Frelimo, com 70,67% dos votos, enquanto Venâncio Mondlane obteve 20,32%. Mondlane não reconhece os resultados, que ainda precisam ser validados pelo Conselho Constitucional. Outros candidatos, como Ossufo Momade e Lutero Simango, também contestaram os resultados.
Após o anúncio da CNE, houve protestos violentos, especialmente em Maputo, envolvendo apoiadores de Mondlane. O processo eleitoral de 2024 foi ainda marcado por um duplo homicídio de dois apoiantes de Mondlane, ocorrendo em Maputo na noite de 18 de outubro.
