Assim que Dom Carlos Matsinhe anunciou a vitória da Frelimo e do seu candidato, Daniel Chapo, uma onda de protestos começou a se espalhar por diversas regiões do país. Em várias cidades, os manifestantes queimaram pneus e vandalizaram lojas, levando a Polícia da República de Moçambique a usar gás lacrimogêneo para dispersá-los. Em Nampula, um manifestante morreu e 24 foram detidos.
Após a divulgação dos resultados, alguns cidadãos invadiram a avenida Joaquim Chissano, ateando fogo em pneus como forma de contestação, alegando fraude. A polícia teve que intervir com gás lacrimogêneo.
Em Maputo, ocorreram atos de vandalismo em propriedades públicas e privadas, com lojas sendo depredadas e saqueadas. Os manifestantes queimaram bandeiras da Frelimo e de Daniel Chapo.
No município da Matola, a manifestação convocada por Venâncio Mondlane começou pacificamente, mas a situação se agravou após a divulgação dos resultados das eleições. Várias ruas foram bloqueadas com pneus em chamas, e estabelecimentos comerciais sofreram danos.
Um armazém de bebidas recém-inaugurado na Primeira Rotunda da Estrada Circular de Maputo foi vandalizado, causando grandes prejuízos ao proprietário. No bairro T-3, outro armazém foi assaltado, enquanto em algumas áreas, os protestos se limitaram a cânticos e queima de pneus.
Em Machava Bunhiça, manifestantes atacaram uma esquadra da PRM, fazendo com que os policiais fugissem.
Além disso, em Gaza e Inhambane, ocorreram protestos, embora em menor intensidade em comparação a Maputo e Matola. Em Chimoio, na província de Manica, a população bloqueou ruas e incendiou pneus, resultando na intervenção policial com gás lacrimogêneo. O Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) na cidade está sob forte proteção devido ao temor de ataques.
Nampula registrou um clima mais tenso, com dezenas de feridos em confrontos com a polícia e um óbito confirmado. A PRM deteve 24 pessoas para manter a ordem.
Em Cabo Delgado, especialmente em Pemba, o comércio foi forçado a fechar, e a cidade ficou deserta sob vigilância policial. Um grupo de manifestantes tentou protestar, mas foi rapidamente disperso pelas forças de segurança.
