Venâncio Mondlane afirmou que há evidências de que as Forças de Defesa e Segurança foram responsáveis pelos assassinatos de Elvino Dias e Paulo Guambe. Segundo ele, os autores do crime retornaram ao local para coletar provas, incluindo os celulares de testemunhas que filmaram a cena. O candidato presidencial alertou que a morte desses dois jovens marca o início de uma vingança ligada à greve programada para segunda-feira.
A greve nacional, confirmada para a data, seguirá de forma pacífica. Mondlane destacou que esse movimento é uma maneira de honrar as vítimas e reiterou que as Forças de Defesa e Segurança, a serviço do partido no poder, são culpadas pelo crime brutal.
Em uma mensagem de condolências, Mondlane expressou apoio às famílias de Dias e Guambe, afirmando que "mártires" são criados em situações como essa. Ele refletiu sobre a história do país, onde a luta muitas vezes é marcada por sangue, ressaltando que os ideais da juventude permanecem vivos, apesar das atrocidades.
Mondlane também responsabilizou figuras históricas do partido, como Graça Machel, Armando Guebuza e Joaquim Chissano, afirmando que suas mãos estão manchadas pelo sangue dos jovens. Ele garantiu que há provas concretas da participação das Forças de Defesa e Segurança no crime e que a greve será um marco de resistência, com o início de uma nova fase de luta.
O candidato enfatizou que a greve de segunda-feira ocorrerá em todo o país de forma pacífica, apelando para que a população não seja mal interpretada como vandalismo. Ele declarou que não haverá autorização para parar a mobilização, que incluirá marchas com cartazes em repúdio ao regime. A concentração está prevista para as 09h, com início da marcha às 10h, no local onde ocorreram os assassinatos.
Mondlane pediu à Polícia que respeite o direito constitucional de protesto e garantiu que, caso a violência seja utilizada, a resposta será sem precedentes.
Fonte: O país
