A Plataforma da Sociedade Civil para Monitoria Eleitoral Decide e a Rede dos Jovens Defensores dos Direitos Humanos estão acompanhando os protestos em Moçambique e solicitam à comunidade internacional que "condene a violência policial e o uso de balas reais para dispersar os manifestantes".
Recentemente, a polícia moçambicana disparou gás lacrimogêneo contra manifestantes em Maputo, que apoiavam o candidato Venâncio Mondlane, enquanto tentavam se deslocar ao centro da cidade.
Em comunicado, as organizações exigem a condenação da violência e relatam que, após a divulgação dos resultados das eleições gerais em 9 de outubro, a polícia disparou contra mais de 30 pessoas, resultando em 11 mortes. Além disso, cerca de 500 manifestantes foram detidos de maneira arbitrária.
O comunicado também detalha casos de feridos e pede investigações sobre os atos de violência, além da responsabilização dos agentes envolvidos. As organizações apelam por compensação às vítimas e por transparência nas instituições eleitorais e judiciais.
O Centro de Integridade Pública (CIP) também registrou mortes e detenções durante os protestos de outubro. A terceira fase de contestação eleitoral, convocada por Mondlane, começou recentemente e se estenderá até 7 de novembro, com uma greve geral programada.
A polícia anunciou que abriu um inquérito criminal contra Mondlane devido à violência pós-eleitoral. Após a morte de dois apoiantes, ele se declarou em risco e as manifestações seguiram adiante.
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) declarou a vitória do candidato da Frelimo, Daniel Chapo, com 70,67% dos votos, um resultado contestado por Mondlane e outros candidatos. A Frelimo aumentou sua maioria na Assembleia, enquanto a Renamo sofreu uma queda significativa.
Além disso, cerca de quarenta partidos de oposição formaram uma nova aliança para contestar os resultados das eleições.
