A Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO) declarou que as manifestações ocorridas no país desde 21 de outubro, convocadas pelo candidato presidencial do PODEMOS, Venâncio Mondlane, não têm ligação com as eleições. Segundo o partido, muitos dos protestos têm sido marcados por atos de vandalismo, incluindo saques de bens materiais e alimentares.
As declarações foram feitas nesta segunda-feira, 4 de dezembro, pelo Primeiro Secretário da FRELIMO, António Niquice, em Maputo. Ele apelou à população para focar no trabalho e denunciar qualquer incitação à violência.
"Nossa recomendação é que todos se empenhem em garantir estabilidade, trabalhando com dedicação e denunciando atos que ameacem a segurança, o patrimônio coletivo e a vida das pessoas. O que temos observado no final de cada dia são saques, e reiteramos que essas manifestações não têm qualquer relação com as eleições", afirmou Niquice.
O dirigente também enfatizou que é hora de pôr fim às manifestações, alegando que a população já não as apoia, apesar de serem um direito consagrado pela Constituição.
"É importante destacar que a população está exausta desses atos de vandalismo. Na República de Moçambique, o direito de manifestação é constitucional e ninguém o impede, desde que seja exercido de forma ordeira e pacífica", concluiu.
