Hoje de manhã, centenas de pessoas foram às ruas em Maputo e em várias localidades do país, em resposta à convocação de greve e manifestação feita pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane. Ele reivindica a vitória nas eleições de 9 de outubro e também protesta contra o assassinato de seu advogado, Elvino Dias, e de seu representante político, Paulo Guamba, ocorridos no último fim de semana.
Nas últimas horas, surgiram diversas informações sobre situações de grande tensão em Maputo e em outras regiões do país, como Pemba, onde alguns manifestantes praticaram atos de vandalismo, houve confrontos, uso de gás lacrimogêneo e disparos para o ar por parte das forças de segurança.
Esse clima de agitação ocorre em um momento eleitoral, já que a Comissão Nacional de Eleições deve divulgar os resultados definitivos das eleições gerais até quinta-feira. Dados preliminares indicam que a Frelimo, partido no poder, foi a vencedora, mas a oposição contesta esses resultados, alegando fraude em larga escala.
Esse contexto foi analisado por João Feijó, pesquisador do Observatório do Meio Rural, que iniciou a conversa abordando o assassinato de Elvino Dias e Paulo Guamba na noite de sexta-feira. Segundo ele, esses acontecimentos refletem uma série de mortes violentas que têm ocorrido ao longo dos últimos anos em Moçambique. Em actualização
