O líder da Renamo, Ossufo Momade, declarou enfaticamente que não aceita os resultados eleitorais divulgados pela Comissão Nacional de Eleições. Ele assegurou que buscará restaurar a verdade eleitoral através de mecanismos tanto internos quanto internacionais.
Segundo as informações fornecidas pela Comissão Nacional de Eleições, a Renamo perdeu sua posição como o principal partido da oposição para o PODEMOS, que apoiou a candidatura de Ossufo Momade à presidência.
Em resposta aos dados anunciados por Dom Carlos Matsinhe, a Renamo, por meio de seu presidente, manifestou a intenção de adotar ações para corrigir o resultado eleitoral.
“A Renamo reconhece sua responsabilidade no país. Por isso, declaramos que não aceitamos os resultados e utilizaremos todos os mecanismos à nossa disposição, tanto internos quanto internacionais, para invalidar estas eleições e buscar justiça eleitoral. Se isso não ocorrer, a Renamo não se responsabilizará pelos possíveis desdobramentos pós-eleitorais”, afirmou Ossufo Momade.
Ele destacou ainda que, embora os resultados centrais apresente uma distorção da vontade popular, continua a ser o líder da oposição em Moçambique.
Momade enfatizou que “isto não foram eleições. Foi um crime e uma grave violação dos direitos fundamentais, envolvendo práticas como o preenchimento irregular de urnas, inclusão de atas e editais falsos, além de manipulação de resultados e discrepâncias entre os dados dos editais distritais e as mesas de votação”.
Vale lembrar que, conforme a CNE, Daniel Chapo obteve 70,67% dos votos, seguido por Venancio Mondane com 20,32%. Ossufo Momade ficou em terceiro lugar com 5,81%, e Lutero Simango foi o quarto candidato, recebendo 3,21% dos votos.
