Após a manifestação de repúdio pelo assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe, Venâncio Mondlane, candidato à presidência apoiado pelo PODEMOS, convocou uma mobilização nacional contra raptos e sequestros para os dias 24 e 25 de outubro. Essas datas coincidem com a divulgação dos resultados das Eleições Gerais pela Comissão Nacional de Eleições.
Mondlane espera que, durante os dois dias, os moçambicanos expressem sua indignação em relação à crescente violência, incluindo a utilização de gás lacrimogêneo e balas reais pelos agentes de segurança durante os protestos, além de questionar as práticas que distorcem a vontade popular nas urnas.
Na manifestação de 21 de outubro, houve confrontos entre a polícia e os manifestantes. O candidato apelou aos jovens para que não evitem o confronto com as forças de segurança, mas também os advertiu a se protegerem caso haja uso de gás ou disparos.
Além disso, Mondlane incentivou empresários, especialmente os mais afetados pelos raptos, a se unirem à causa e pediu à Polícia da República de Moçambique que, ao invés de disparar contra a população, fizessem isso para o chão, citando como exemplo Salimo Muhamed, que durante a era colonial desobedeceu ordens de bombardear a Frelimo.
