Forças de Defesa e Segurança Alertam sobre Influências Externas em Manifestações
As Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique denunciaram a suposta existência de influências externas e internas por trás das manifestações que têm ocorrido após os resultados das eleições gerais de outubro de 2024. Segundo as autoridades, organizações da sociedade civil e indivíduos, tanto nacionais quanto estrangeiros, estariam financiando e fomentando os protestos, considerados pela oposição como reação a resultados eleitorais supostamente fraudulentos.
Durante uma declaração na noite de sexta-feira, em Maputo, o vice-comandante-geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Fernando Tsucana, destacou que o objetivo dessas ações seria desestabilizar o país e comprometer a ordem constitucional.
> "As manifestações têm sido apoiadas e financiadas por organizações da sociedade civil e pessoas de má-fé, com o intuito de criar instabilidade e subverter a ordem constitucional instituída", afirmou Tsucana.
Reconhecimento do Direito à Manifestação
Apesar das acusações, as FDS enfatizaram que respeitam o direito à manifestação, conforme garantido pela Constituição de Moçambique. No entanto, destacaram que esse direito deve ser exercido dentro dos limites da lei, respeitando os princípios de civismo e os símbolos nacionais.
"Há um aproveitamento do direito à manifestação por parte de certos grupos para desestabilizar a ordem legalmente instituída", reforçou o vice-comandante.
Impactos das Manifestações
De acordo com as autoridades, os protestos têm sido marcados por atos de vandalismo, como a destruição de infraestruturas públicas e privadas, bloqueio de vias e restrição à circulação de pessoas e bens. Tais ações, segundo as FDS, estão gerando insegurança e ameaçando a estabilidade do país.
Apelo às Comunidades
As FDS asseguraram que continuarão trabalhando para garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas. Além disso, pediram aos cidadãos estrangeiros que residem no país para evitarem qualquer envolvimento em atividades que possam ser interpretadas como interferência nos assuntos internos de Moçambique.
A postura firme das Forças de Defesa reflete a preocupação com o aumento das tensões sociais e políticas no cenário pós-eleitoral, levantando questões sobre o impacto de influências externas e a manutenção da estabilidade nacional.
