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As manifestações organizadas por Venâncio Mondlane, em protesto contra os resultados das Eleições Gerais divulgados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), têm causado impactos devastadores em várias áreas do país. Além dos danos à economia, o Observatório do Cidadão para a Saúde relatou que 30 doentes crônicos perderam a vida por falta de atendimento hospitalar durante as três primeiras fases dos protestos.
Mortes evitáveis e crítica à resposta do Ministério da Saúde
De acordo com Antonio Mate, diretor executivo do Observatório do Cidadão para a Saúde, as manifestações, aliadas à repressão policial e ao bloqueio de serviços de saúde, impediram que pacientes crônicos tivessem acesso ao tratamento necessário. Mate criticou duramente a atuação do Ministério da Saúde (MISAU) e seu titular, Armindo Tiago, pela falta de medidas para proteger os doentes mais vulneráveis durante a crise.
"Era necessário prever a alocação de médicos e enfermeiros para lidar com situações emergenciais causadas pelas manifestações. Muitas vidas poderiam ter sido salvas", afirmou Mate.
Impacto generalizado dos protestos
Os protestos não apenas levaram a confrontos violentos, com disparos por parte da Polícia da República de Moçambique, mas também geraram um colapso temporário nos serviços públicos essenciais, incluindo o setor de saúde. Para o Observatório, as mortes de pacientes crônicos refletem uma falha grave no planejamento e na resposta do governo.
Além disso, o Observatório defende a adoção de medidas extraordinárias para evitar tragédias semelhantes no futuro. "Havia a necessidade de garantir atendimento emergencial mesmo diante de situações caóticas. Estas mortes são uma ferida que poderia ter sido evitada", concluiu Mate.
