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| Foto: Diário Manchetes Brasil |
O Papa Francisco abordou a situação em Moçambique e pediu aos cidadãos que mantenham a esperança no caminho da democracia, justiça e paz.
"As notícias vindas de Moçambique são alarmantes. Convido todos ao diálogo, à tolerância e à busca contínua por soluções equitativas. Vamos orar por toda a população de Moçambique, para que a crise atual não lhes faça perder a fé no caminho da democracia, justiça e paz”, afirmou o líder da Igreja Católica durante sua mensagem do Angelus, realizada no domingo, 10, no Vaticano.
Além disso, Francisco também lembrou e orou pelas vítimas de desastres naturais ocorridos na Indonésia e na Espanha.
A declaração do Papa ocorre em um momento de grande tensão em Moçambique, onde o clima pós-eleitoral tem sido marcado por confrontos diários entre a polícia e manifestantes que exigem a restauração do voto popular, argumentando que a Frelimo, o partido no poder, não venceu as eleições presidenciais e legislativas de 9 de outubro, conforme anunciado pela Comissão Nacional de Eleições.
Na sexta-feira, 8 de novembro, os Bispos Católicos da África do Sul, Botswana e eSwatini (SACBC) enviaram uma carta aos membros da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), expressando sua "solidariedade e orações com o povo de Deus" em meio à agitação pós-eleitoral.
Poucos dias antes, o porta-voz da CEM havia feito um apelo forte à paz, tolerância e respeito pela vida, direcionado a todos os cidadãos.
Em um comunicado em vídeo, o arcebispo de Maputo, dom João Carlos Hatoa Nunes, ressaltou: “Neste momento de tensão, quando muitos se preparam para manifestar suas inquietações, nós, como pastores, sentimos a necessidade urgente de fazer um apelo à paz, à tolerância e ao respeito à vida”.
Enquanto isso, a capital, Maputo, comemorou os 137 anos desde sua elevação à categoria de cidade em meio a um contexto de manifestações que marcaram a semana.
Embora o ambiente tenha permanecido calmo durante o final de semana, o prefeito Rasaque Manhique relatou que pelo menos seis veículos particulares e dois tratoores foram "totalmente destruídos" nos recentes protestos. Além disso, 15 semáforos foram vandalizados, assim como vários abrigos para passageiros e veículos.
Manhique caracterizou a situação como um retrocesso no desenvolvimento da cidade. "A destruição de infraestruturas essenciais impacta o cotidiano dos nossos cidadãos, prejudica o funcionamento da cidade e representa um retrocesso nos esforços de desenvolvimento que temos promovido com dedicação", finalizou o prefeito da capital moçambicana.
