Insurgentes e o ciclone "Chido" agravam a crise humanitária em Cabo Delgado.
Estender auxílio ao próximo tornou-se essencial neste momento crítico.
Sumila Zubaida, uma das deslocadas que vive em Mecufe, região mais atingida pelo ciclone, relatou que ficou exposta à chuva com os filhos após o vento arrancar o teto de sua casa.
Em Macomia, na província de Cabo Delgado, Moçambique, o cenário é desolador.
Situação humanitária crítica
Manuel Nota, coordenador da Caritas em Pemba, classificou a situação como grave. Ele destacou que 592 casas destinadas a deslocados pela guerra foram destruídas, além de outras 2.795 em um centro de reassentamento, deixando milhares de pessoas desabrigadas.
"Há muitas pessoas enfrentando dificuldades, chorando", afirmou o ativista, que apelou por uma retomada urgente da assistência humanitária na região.
Segundo Nota, o número de atores humanitários com recursos em Cabo Delgado é insuficiente para atender às necessidades emergenciais. "Agora temos muitos necessitados que precisam de ajuda, mas os fundos estão esgotados", enfatizou.
Violência e novos ataques
Enuanto isso, ataques armados nos dias 11 e 12 de dezembro atingiram o posto administrativo de Chitunda, em Muidumbe, onde centenas de pessoas resistiam à insurgência. Os agressores incendiaram casas e barracas, decapitaram vítimas e forçaram o abandono das aldeias.
O Estado Islâmico, por meio de seus canais de propaganda, reivindicou a autoria do ataque, alegando a morte de duas pessoas e a destruição de diversas estruturas.
