Na manhã desta terça-feira (3), Filipe Paúnde, chefe da brigada central do partido Frelimo na província de Nampula, assegurou que todas as representações do partido estavam funcionando normalmente, reforçando que nenhum grupo deveria impedir outros de realizarem suas atividades.
No entanto, na vila de Muecate, manifestantes realizaram atos de vandalismo nesta quarta-feira (4), inviabilizando os exames finais das 10ª e 12ª classes e atacando diversas estruturas ligadas ao partido Frelimo.
Fontes locais relataram ao Ikweli que o grupo incendiou a sede distrital do partido, a sede da Organização da Mulher Moçambicana (OMM), a residência do primeiro secretário da Frelimo, a casa do guarda partidário e a do diretor distrital do STAE (Secretariado Técnico de Administração Eleitoral).
Além disso, os manifestantes invadiram a escola secundária de Muecate, rasgaram provas, destruíram documentos de identificação de alunos e professores, e causaram pânico. “Eles entraram nas salas, rasgaram exames e partiram bilhetes de identidade. Professores e alunos fugiam enquanto os manifestantes perseguiam até os bairros”, afirmou uma testemunha.
O diretor da escola, Cristiano Ernesto, confirmou os atos de violência e revelou que chegou a ser alvo de ameaças de morte por parte do grupo.
Segundo relatos, todos os funcionários públicos de Muecate abandonaram seus postos de trabalho e residências, buscando refúgio em locais desconhecidos devido ao clima de insegurança instaurado.
